Justiça nega pedido de habeas corpus a padrasto de Joaquim
Decisão do TJ-SP em segunda instância foi expedida nesta sexta-feira (29).
Preso há 19 dias, Longo é considerado principal suspeito da morte do garoto.
Longo e a companheira Natália Ponte, mãe de Joaquim, estão presos há 19 dias, desde que o corpo de Joaquim foi encontrado boiando no Rio Pardo, em Barretos (SP). O casal deve continuar detido, pelo menos, até o dia 10 de dezembro, quando vence o prazo da prisão temporária expedida pela Justiça por 30 dias.
"Ele entendeu que não era caso de urgência, que poderia analisar quando do julgamento do mérito. Na próxima semana já estarei impetrando um agravo regimental frente à 1ª Câmara Criminal do TJ-SP", disse o advogado de defesa, Antônio Carlos de Oliveira.
A Justiça já havia indeferido o pedido de revogação da prisão temporária do padrasto de Joaquim no dia 18 deste mês. A juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos, da 2ª Vara do Júri e de Execuções Criminais de Ribeirão Preto (SP) – a mesma que havia negado o primeiro pedido de prisão temporária – alegou que, após o corpo da criança ser encontrado, surgiram fortes indícios de que houve um crime.
Novos depoimentos
Longo e Natália estão na DIG em Ribeirão desde o início da manhã de sexta-feira. Natália chegou a Ribeirão por volta de 7h20, transferida da cadeia feminina de Franca (SP), onde está detida. Longo chegou 20 minutos depois, levado da Delegacia Seccional de Barretos (SP).
O delegado que chefia a investigação, Paulo Henrique Martins de Castro, disse que pretende ouvir o casal o final da tarde. O advogado de defesa de Longo, no entanto, nega a informação. “Não fui informado sobre nada.”
Delegado diz que espera concluir inquérito na
próxima semana (Foto: Cláudi Oliveira/EPTV)
Dois bombeiros que realizaram as primeiras buscas pelo corpo do menino
Joaquim Ponte Marques, na manhã de 5 de novembro, prestaram depoimento
nesta sexta-feira. Segundo o delegado Paulo Henrique Martins de Castro,
que chefia a investigação, os agentes forneceram detalhes sobre a vazão
do córrego Tanquinho, próximo a casa da família, onde a polícia suspeita
que o corpo do garoto tenha sido jogado.próxima semana (Foto: Cláudi Oliveira/EPTV)
Na quinta-feira (28), os dois policiais militares que foram os primeiros a chegar à casa da família no dia do desaparecimento também foram ouvidos pelo delegado. Os agentes afirmaram que o casal apresentou contradições e se mostrou nervoso com a presença da polícia na casa da família.
Investigação
O inquérito que investiga a morte do menino Joaquim Ponte Marques já tem mais de 400 páginas, divididas em três volumes. O delegado Paulo Henrique Martins de Castro disse que espera concluir a investigação na próxima semana. “Faltam alguns laudos ainda que são imprescindíveis para que a gente conclua o inquérito policial e nós vamos aguardá-los.”
Entre os documentos está o resultado dos testes toxicológicos feitos nos órgãos e no sangue da criança. O exame foi solicitado porque o laudo inicial apontou que as únicas lesões encontradas na pele foram em decorrência dos dias em que o corpo foi arrastado pelo rio. Além disso, não foi encontrada água nos pulmões de Joaquim, o que indica que não houve morte por afogamento.
O relatório completo das ligações telefônicas recebidas e efetuadas pela mãe e pelo padrasto de Joaquim, e por outros dois familiares próximos ao casal, também não foram entregues à Polícia Civil, assim como o rastreamento de telefones celulares de Natália e Longo, para identificar a localização exata do casal na madrugada em que Joaquim morreu.
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