40% dos mananciais potiguares estão em volume morto e 29% secos
O
Relatório da Situação Volumétrica dos principais reservatórios do
Estado, divulgado pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN),
nesta segunda-feira (26), aponta que a Barragem Armando Ribeiro
Gonçalves (ARG) continua no volume morto, com 280,454 milhões de metros
cúbicos acumulados, ou 11,69% da sua capacidade total que é de 2,4
bilhões de metros cúbicos. O cenário geral dos reservatórios monitorados
pelo instituto permanece inalterado.
Dos 47
reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos,
monitorados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do
Igarn, 19 continuam em volume morto e 14 estão secos. Em termos
percentuais, 40% dos mananciais potiguares estão em volume morto e 29%
secos.
Com
relação aos outros dois maiores reservatórios estaduais, a situação
permanece estável, já que mesmo com a utilização de suas águas, seus
índices permanecem quase inalterados. Segundo maior reservatório do
Estado, a barragem Santa Cruz do Apodi praticamente não teve mudança no
seu volume e está com 13,51%, o que corresponde a 81,042 milhões de
metros cúbicos dos 599 milhões que acumula quando cheia. A barragem de
Umari, em Upanema, também seguiu o mesmo cenário, permanecendo com 12%
de sua capacidade, 36,674 milhões de m³ dos 292 milhões que acumula no
seu volume total.
A Bacia
Apodi/Mossoró está com 125,276 milhões de metros cúbicos, o que
corresponde a 11,38% da sua capacidade hídrica superficial total. Já a
Bacia Piranhas/Assu está com 349,246 milhões de m³, 11,77% do seu volume
total superficial.
O
diretor-presidente do Igarn, Josivan Cardoso, ressalta a importância do
uso consciente das reservas hídricas ainda existentes e a expectativa
por uma boa quadra chuvosa. “Diante da situação, o maior desafio é
manter as reservas o máximo tempo possível, até que as chuvas se
intensifiquem e os níveis dos mananciais aumentem de forma expressiva”,
explica.
Sobre os volumes das principais lagoas potiguares
A Lagoa
de Extremoz, responsável por parte do abastecimento da Zona Norte da
Capital, está com 7,438 milhões de metros cúbicos, correspondente a
67,51% do seu volume máximo, que é de 11 milhões de m³. Já a Lagoa do
Jiqui que possui 440 mil metros cúbicos e abastece parte da Zona Sul de
Natal permanece completamente cheia. A Lagoa do Bonfim, que fornece água
para a Adutora Monsenhor Expedito, está com 51,64%, 43,513 milhões de
metros cúbicos dos 84,2 que possui quando cheia.
Por: Blog Jair Sampaio
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