Fotógrafo registra paisagens do RJ com filme infravermelho
Renan Cepeda usa técnica que até 1992 era exclusiva das forças armadas.
Imagens foram reunidas no livro 'Rio Infravermelho'.
O resultado são imagens que parecem pinturas em que o Rio ganha uma atmosfera quase lúdica. Apesar dos efeitos inusitados, Cepeda explica que a maioria de suas fotografias são realizadas à moda antiga sem manipulação da imagem, através de um processo pouco comum.
“O infravermelho é uma radiação invisível de luz. O controle remoto da TV, por exemplo, nada mais é do que uma verdadeira lanterna de infravermelho. As plantas, para fazerem a fotossíntese, refletem todo o infravermelho incidente sobre elas em uma determinada frequência que, quando captada pelos filmes especiais, produz efeitos incomuns nas paisagens. Ao fazer minhas fotos, aponto o visível, e acerto o invisível”, resume o fotógrafo.
“Costumo dizer que o Rio se tornou uma cidade feia, encravada num sítio espetacular, mas que, através do filme infravermelho consigo camuflar o que não é natureza, ou seja, tudo aquilo que foi feito pela mão do homem. O infravermelho consegue destacar toda a beleza natural da cidade, deixando os prédios camuflados na paisagem”, comenta.
O lançamento do livro acontece no dia 03, às 19h, no foyer do Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico.
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