Laudo diz que crianças queimadas no DF apanharam e foram amordaçadas
Vítimas estavam sós e gritaram; artesão explicou crime em desenho.
Ele foi à casa delas buscar eletrônico como pagamento de dívida de R$ 500.
Rômulo Nascimento, artesão de 21 anos suspeito de
amarrar e botar fogo em crianças no DF
(Foto: TV Globo/Reprodução)
amarrar e botar fogo em crianças no DF
(Foto: TV Globo/Reprodução)
De acordo com o laudo, que é preliminar, as vítimas tinham marcas de soco no rosto e no corpo. O documento aponta que a menina foi amordaçada com uma sacola plástica e o garoto com um pedaço de pano. Um desenho feito à mão pelo artesão mostra o passo a passo do crime. As crianças estavam sozinhas em casa e foram agredidas porque começaram a gritar quando ele pegou o notebook.
Na imagem feita à mão, o artesão usa setas para mostrar de onde tirou o sofá que usou para barrar a saída dos dois quartos da casa em que deixou as crianças amarradas. Ele também indica a posição da cadeira usada para bloquear a porta de um dos cômodos. O crime aconteceu na tarde desta segunda-feira (12). Em entrevista, o suspeito disse aos jornalistas que estava arrependido do que aconteceu.
O artesão era amigo do irmão mais velho das crianças e já havia dormindo na casa da família. Abalada com o crime, a mãe delas sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi levada para o Hospital Regional de Ceilândia. A mulher recebeu alta na noite de segunda.
Crime
Na versão apresentada à polícia, o suspeito afirmou que teria vendido, alguns dias antes, peças de artesanato ao irmão mais velho das vítimas. No fim de semana, o homem contou que havia cobrado do cliente o valor dos produtos, e ouviu que deveria ir à casa da família na segunda-feira, para receber parte do valor.
Quando o homem falou que levaria embora um notebook para liquidar a dívida, as vítimas começaram a gritar. O suspeito, então, revelou que pôs a menina em um quarto e amarrou as mãos dela com um fio de telefone. Depois, conduziu o garoto a outro quarto e o amarrou com um pedaço de lençol rasgado.
O jovem decidiu, então, escorar cadeiras e um sofá nas portas dos dormitórios para impedir que os irmãos saíssem, e colocou fogo na residência. Saindo de lá, o autor do crime ainda encontrou a mãe das vítimas na rua, que o cumprimentou.
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